De licença subaproveitada a sistema operativo da agência. Aqui tens as mais-valias, a estrutura de trabalho, uma biblioteca de prompts prontas a copiar para as contas de comunicação e de redes sociais, boas práticas e o mapa de como o Claude liga todas as áreas da empresa.
O ponto que costuma gerar frustração, explicado sem rodeios.
No Claude Team as conversas de cada pessoa são privadas por decisão de privacidade da Anthropic. Não há um painel onde vejas os chats da equipa, e isso não é falha da tua configuração.
A partilha de contexto vive nos Projects, não nos chats. Um Project tem uma base de conhecimento comum que todos os membros herdam. Trabalho em chats soltos fica em bolhas isoladas. Trabalho dentro de Projects passa a ser conhecimento coletivo.
Ideia central: o valor do Team está em tornar os Projects o local onde tudo acontece. O resto deste manual mostra como.
Para além do ponto único de faturação.
Mais capacidade por pessoa do que no plano individual. Numa equipa a produzir o dia todo, evita bloqueios a meio.
O que a equipa escreve não é usado para treino. Argumento de confiança que podes usar com clientes.
Brand books, tom de voz, exemplos aprovados e histórico num só sítio, herdados por quem abre o Project.
Gestão de lugares, entradas e saídas de pessoas e um único ponto de cobrança e controlo.
Se a equipa só adotar uma coisa, é esta.
Tudo o que diga respeito a um cliente entra no Project desse cliente. É esta regra que converte o Team de faturação partilhada em conhecimento partilhado.
Dois tipos de Project: por cliente e transversais à agência.
Um Project por cada cliente ativo, com acesso só a quem trabalha na conta. A base de conhecimento contém tudo o que define o cliente, para qualquer membro produzir no registo certo à primeira.
Espaços internos partilhados por toda a agência, que garantem consistência independentemente de quem escreve.
Prompts completas, prontas a copiar. Usa-as dentro do Project do cliente, para herdarem o tom e as restrições. Preenche os campos entre parênteses retos.
Age como assessor de imprensa sénior da EDC para o cliente [cliente]. Escreve um comunicado de imprensa em português europeu, sem travessão. Contexto: - Notícia a anunciar: [o que aconteceu] - Porque é relevante agora: [ângulo noticioso] - Dados ou factos a incluir: [numeros, datas, nomes] - Citação: porta-voz [nome e cargo], tom [ex: confiante e sóbrio] - Público de media alvo: [ex: imprensa económica nacional] Estrutura pedida: 1. Título forte e informativo, mais um subtítulo 2. Cidade e data 3. Lead que responde a quem, o quê, quando, onde e porquê 4. Dois a três parágrafos de desenvolvimento com os factos 5. Uma citação atribuída ao porta-voz 6. Parágrafo final "Sobre [cliente]" (boilerplate) 7. Contacto de imprensa Regras: factual, sem superlativos vazios, frases curtas. No fim, sugere 3 títulos alternativos.
Age como estratega de comunicação da EDC para o cliente [cliente]. Constrói um framework de mensagens-chave em português europeu, sem travessão. Input: - Objetivo de comunicação: [ex: reposicionar a marca como X] - Audiências: [lista de públicos, ex: clientes, media, colaboradores] - Prova e factos disponíveis: [dados que sustentam a mensagem] Entrega: 1. Uma mensagem principal (uma frase memorável) 2. Três mensagens de suporte, cada uma com o facto que a prova 3. Adaptação da mensagem principal por audiência 4. Três talking points curtos para porta-voz 5. Lista do que evitar dizer Mantém tudo consistente com o posicionamento do cliente.
Age como assessor de imprensa da EDC para o cliente [cliente]. Escreve um email de pitch a um jornalista, em português europeu, sem travessão. Dados: - Jornalista e meio: [nome, publicação, editoria] - Angulo que interessa a este meio: [porque é do interesse dos leitores dele] - Historia que temos para oferecer: [resumo] - Recurso disponível: [entrevista, dados exclusivos, imagens] Requisitos: - Assunto de email curto e apelativo (dá 3 opções) - Corpo com no máximo 150 palavras - Primeira linha personalizada ao trabalho do jornalista - Proposta clara e um call to action simples - Tom profissional, nada de linguagem promocional exagerada
Age como consultor de comunicação da EDC para o cliente [cliente]. Prepara um documento de Q&A para o porta-voz, em português europeu, sem travessão. Tema da intervenção: [entrevista, conferência, tema sensível] Contexto e sensibilidades: [o que pode correr mal, temas a proteger] Entrega: 1. Dez perguntas prováveis, das fáceis às mais duras 2. Resposta sugerida para cada uma, curta e alinhada com as mensagens-chave 3. Cinco perguntas armadilha e como reencaminhar para a mensagem 4. Frases-ponte úteis (ex: "o que importa aqui é...") 5. Lista do que nunca dizer
Age como consultor sénior de comunicação de crise da EDC para [cliente]. Escreve uma nota de resposta em português europeu, sem travessão. Situação: [o que aconteceu, factos confirmados apenas] Posição do cliente: [o que reconhece, o que está a fazer] O que ainda não está confirmado: [não afirmar] Entrega: 1. Uma declaração oficial curta (até 120 palavras), calma e responsável 2. Versão longa com contexto e medidas em curso 3. Três perguntas difíceis prováveis e resposta sugerida 4. Tom: empático, factual, sem defensividade nem promessas que não controlamos Sinaliza claramente o que precisa de validação jurídica antes de sair.
Age como redator de comunicação da EDC para o cliente [cliente]. Escreve uma newsletter em português europeu, sem travessão. Objetivo: [informar, fidelizar, anunciar] Audiência: [quem recebe] Conteúdos a incluir: [tópicos, por ordem de importância] Entrega: 1. Assunto de email (3 opções) e pre-header 2. Abertura curta e humana 3. Blocos de conteúdo com título e texto conciso 4. Um call to action claro por bloco 5. Fecho alinhado com a voz da marca Mantém frases curtas e evita jargão institucional.
O que separa quem tira pouco partido de quem transforma o Claude num membro da equipa.
Diz sempre para que cliente, que canal e que público. Dentro do Project certo, grande parte disto já é herdado, por isso o pedido fica mais curto e o resultado mais afinado.
O primeiro resultado é um rascunho. Pede variações, ajusta o tom, corta o que sobra. Frases como "mais curto", "mais próximo", "dá três versões" valem mais do que reescrever o prompt do zero.
Cola uma copy aprovada e diz "no registo deste exemplo". O Claude imita bem padrões concretos, muito melhor do que descrições abstratas de tom.
Factos, números, nomes, alegações legais e preços passam sempre por validação humana. O Claude acelera o trabalho, não substitui a responsabilidade do account.
Sempre que há uma decisão nova de marca ou uma copy aprovada, guarda no Project. O valor cresce com o que lá está.
Quando uma prompt corre muito bem, adiciona ao Project "Biblioteca de prompts". A equipa toda passa a beneficiar.
No Team os dados não treinam modelos, mas mantém o bom senso com informação confidencial de clientes e dados pessoais. Partilha só o necessário para a tarefa.
Quando escreveres de raiz, cobre estes cinco elementos:
O Project do cliente é o centro. Cada área liga-se a ele e alimenta-o, por isso o trabalho de uma flui para a seguinte sem repetir contexto.
O framework de mensagens-chave (do separador de comunicação) é criado e guardado no Project. Passa a ser a fonte única para todas as áreas.
Comunicação e redes sociais escrevem a partir das mesmas mensagens. A marca soa igual num comunicado e num Reel, porque bebem da mesma base.
O brief para o designer é gerado a partir da copy já aprovada no Project. O designer recebe tudo alinhado, sem reuniões para explicar o óbvio.
Resultados, copy aprovada e aprendizagens ficam no Project e alimentam o novo negócio e as próximas campanhas.
Cola estes esqueletos ao criar cada Project.
CLIENTE: [nome] SETOR: [setor de atividade] GESTOR DE CONTA EDC: [nome] 1. QUEM É O CLIENTE - O que faz e o que vende - Público-alvo principal - Concorrentes diretos 2. POSICIONAMENTO E MARCA - Proposta de valor numa frase - Personalidade da marca (3 a 5 adjetivos) - O que a marca nunca diz nem faz 3. TOM DE VOZ - Registo (formal, próximo, técnico, etc.) - Palavras e expressões a usar - Palavras e expressões a evitar - Regra fixa: não usar travessão em copy 4. DIRETRIZES VISUAIS - Cores, tipografia e logótipo - Referências visuais aprovadas - O que evitar no design 5. RESTRIÇÕES - Legais, regulatórias ou de compliance - Temas sensíveis a evitar - Aprovações obrigatórias 6. MATERIAIS DE REFERÊNCIA - Exemplos de copy aprovada - Campanhas anteriores - Documentos e links úteis
És um redator e criativo da EDC a trabalhar para o cliente [nome]. Segue sempre o tom de voz e as diretrizes na base de conhecimento deste Project. Regras fixas: - Escreve em português europeu. - Nunca uses travessão em copy. - Respeita as restrições legais e os temas sensíveis indicados. - Quando faltar informação, pergunta antes de assumir. - Entrega opções quando fizer sentido, não uma só versão. Antes de escrever, confirma o objetivo, o canal e o público.
Este Project define o tom e estilo da EDC, agência de marketing, comunicação e design. Princípios de escrita: - Português europeu, claro e direto. - Nunca usar travessão em copy. - Frases curtas, sem enchimento nem clichés. - Honestidade e provas antes de superlativos. Formato: - Adaptar registo ao canal e ao público. - Propor variantes quando útil. - Sinalizar suposições e o que falta validar.
Marca cada passo à medida que avanças.
A visibilidade é sempre por partilha ativa através de Projects ou links. Supervisão do que cada um pergunta não existe no Team.
Logs de auditoria, SSO e controlos de administração mais fortes vivem no Enterprise, e mesmo aí sem leitura dos chats pessoais.
Prompts para account de redes sociais
Prompts completas para o dia a dia de social media. Usa-as dentro do Project do cliente. Preenche os campos entre parênteses retos.
Plano de conteúdos mensal calendário+
Caption de post com variações Instagram e LinkedIn+
Guião de Reel ou TikTok video curto+
Carrossel educativo slides+
Gestão de comunidade e respostas community+
Adaptar um conteúdo a várias plataformas repurpose+
Brief de social para o designer handoff+